| São Paulo, sexta-feira, 20 de junho de 2008 |
Folha de São Paulo |
Falando de Educação ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA O estudo levanta quatro lições que poderiam ser consideradas para a melhoria da educação no Brasil |
A convite do projeto TODOS PELA EDUCAÇÃO, que particípio
e apoio desde sua criação, assisti na última terça
feira a interessante apresentação feita pela McKinsey,
prestigiosa empresa de consultoria internacional sobre o desafio da
educação. 1. Apesar do aumento significativo dos gastos nos países da
OCDE (Bélgica, Reino Unido, Japão, Alemanha, Itália,
França, Nova Zelândia, Austrália) os resultados
estagnaram. 2. Da mesma forma, nos EUA os resultados permanecem estagnados apesar
do aumento dos gastos por aluno. 3. O impacto das diferenças socioeconômicas nas habilidades
já é significativo aos quatro anos de idade. 4. As reformas populares não melhoraram os resultados dos alunos:
de 112 estudos que examinaram os efeitos do tamanho de classe sobre
o aproveitamento dos alunos, observou-se nenhum efeito significativo
da diminuição do tamanho das classes. 5. As reformas não melhoraram os resultados dos alunos. 6. As reformas não melhoraram os resultados dos alunos: gastos. E sobre as lições aprendidas, podemos destacar: 1. A qualidade de um sistema educacional não pode ser maior
que a qualidade dos seus professores. Será que no caso brasileiro teremos condições
de alçar um salto qualitativo na educação? A primeira
resposta, a mais óbvia, é que existindo determinação
os resultados virão. Certamente, levarão mais tempo que
em outros países devido a uma série de fatores culturais
e de heranças do passado. |
| ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA, 73, economista,é sócio-fundador da Prospectiva Consultoria Brasileira de Assuntos Internacionais e membro do Todos pela Educação. Foi presidente do Conselho de Empresários da América Latina (1998-2000). |